
O Observatório Spcine é o departamento responsável pela coleta, armazenamento e produção de inteligência a partir de dados do setor audiovisual obtidos pelas ações e políticas públicas promovidas pela Spcine.
A atuação do observatório se dá em três eixos principais:
1. Dados Internos: Coleta e produção de indicadores a partir dos dados dos departamentos e ações da Spcine.
2. Dados Externos: Construção e divulgação de dados sobre o setor audiovisual e sobre a economia criativa a partir de pesquisas próprias, contratações, patrocínios e parcerias com agentes externos e pesquisas relevantes publicadas por outros agentes.
3. Relações Institucionais: Articulação de pontes entre diferentes entidades para a produção de dados e construção de indicadores em conjunto.
SOBRE A SPCINE
O Observatório Spcine compila e analisa anualmente os dados de toda a existência da Spcine desde 2015 e publica os principais dados de cada departamento.
- Edição de 2021
- Edição de 2022
- Edição de 2023
- Edição de 2024
- Edição de 2025: em breve
O que é o Observatório Spcine?
Aqui você encontrará a nova estrutura do departamento e todas as suas responsabilidades.
O Instituto Nicho 54 analisou o impacto das políticas afirmativas em algumas atividades promovidas pela Spcine ao longo de 2020.
• Editais 2020
• Cineclubes 2020
• Ciclos de Roteiro
• Webinar "Imaginários para um audiovisual antirracista"
A São Paulo Turismo realizou um estudo de perfil de público com os espectadores do Circuito Spcine em 2016 sob o aspecto socioecômico.
Sobre o Audiovisual e a Economia Criativa
Aqui você encontra estudos e pesquisas sobre o audiovisual e a economia criativa realizados em parceria, patrocinados ou contratados pela Spcine.
O mais completo estudo sobre a cadeia produtiva da animação brasileira foi apresentado durante o V Encontro de Ideias, evento de mercado da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (Mostra SP) que aconteceu entre os dias 22 e 25 de outubro de 2025, na Cinemateca Brasileira.
Intitulado “2º Mapeamento da Animação no Brasil – Edição 2025”, o levantamento, realizado pelo Iniciativa Cultural, traz um panorama atualizado do setor, identificando suas perspectivas, gargalos e oportunidades de desenvolvimento, atualizando a pesquisa da edição 2019 (disponibilizado em www.mapeamentoanimacao.com.br).
O estudo, de caráter quantitativo, contou com a participação de 466 respondentes, entre produtoras (empresas responsáveis pela gestão e viabilização de projetos), estúdios (focados na execução técnico-artística de conteúdos animados, como filmes, séries e outros formatos audiovisuais), prestadores de serviço individuais (profissional que atua na área técnica-artística/criativa de animação, que trabalha sob encomenda para terceiros) e realizadores de animação (artista/autor que não tem na animação sua renda principal, desenvolvendo projetos autorais de animação).
A pesquisa reuniu informações fundamentais sobre a evolução das técnicas, serviços, processos e infraestrutura da animação no país, além de dados sobre sua inserção nos mercados nacional e internacional, atualizando o estudo inicial de 2019.
A iniciativa foi possível através do financiamento do Ministério da Cultura, através da Lei Paulo Gustavo, via Spcine/Secretaria de Cultura e Economia Criativa da Cidade de São Paulo, e uma ampla rede de Apoiadores Institucionais.
O Mapeamento do Audiovisual Indígena surge como uma resposta estratégica da Spcine à dificuldade de preencher vagas reservadas para profissionais indígenas em seus editais, evidenciando barreiras estruturais que ainda limitam essa participação. O estudo, iniciado a partir de debates no 3º Fórum Spcine, busca realizar um diagnóstico profundo sobre esses obstáculos, colocando as lideranças e vozes indígenas no centro do processo. O objetivo é transformar esses dados em subsídios concretos para a formulação de políticas públicas mais assertivas, que não apenas corrijam desigualdades, mas também fortaleçam a pluralidade cultural do setor.
Para além das estatísticas, a iniciativa visa consolidar o audiovisual como uma ferramenta de democratização narrativa e profissionalização. Ao incentivar a produção indígena, o projeto contribui para a preservação de histórias ancestrais e para a inovação da indústria nacional, tratando a diversidade como um vetor de desenvolvimento econômico. Dessa forma, o mapeamento busca garantir que o ecossistema audiovisual brasileiro seja, de fato, um reflexo fiel da riqueza e da multiplicidade de vozes que compõem a identidade do país.
ACESSE O ESTUDO COMPLETO ABAIXO:
O Estudo de Impacto do Circuito Spcine, executado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), consiste em um diagnóstico abrangente sobre a maior rede pública de cinemas do Brasil e do mundo, entre os países mapeados pelo estudo. Realizada ao longo de seis meses em três etapas, a pesquisa envolveu o mapeamento de 28 redes nacionais e a consulta a 33 países, além de entrevistas com 3.200 frequentadores e moradores do entorno das 32 salas do Circuito Spcine em 163 sessões pesquisadas. O objetivo central do estudo foi traçar o perfil socioeconômico do público, avaliar o impacto cultural da iniciativa e oferecer um panorama comparativo internacional sobre a eficácia das redes públicas de cinema.
Os resultados revelam que o Circuito Spcine é uma ferramenta vital para a democratização e inclusão cultural em São Paulo, com 50% de seu público autodeclarado não branco (pardos e pretos) e uma renda média individual 40% inferior à do trabalhador paulistano. Além de apresentar altos índices de aprovação — com 99% dos frequentadores recomendando o serviço —, a rede atua como uma porta de entrada para o consumo de cinema por famílias e jovens, sendo que 34,4% dos espectadores são menores de 18 anos. O estudo conclui que a rede desempenha um papel estratégico na distribuição de filmes nacionais e na formação de público, funcionando como um espaço essencial de sociabilidade e lazer comunitário.
ACESSE O ESTUDO COMPLETO ABAIXO:
A pesquisa Cinemateca Negra mapeou 1.104 filmes — incluindo longas, curtas e médias metragens — dirigidos por uma ou mais pessoas negras desde a década de 40. O levantamento revelou que 83% de toda essa produção surgiu entre as décadas de 2010 e 2020 e que, historicamente, há baixa prevalência de longas produzidos por esse público no Brasil. Os dados mapeados contribuem para que novas perguntas sejam feitas ao cinema brasileiro. Recortes como codireção interracial e desigualdades de gênero foram investigados pela publicação, oferecendo, assim, um retrato inédito da produção negra.
“Cinemateca Negra é um instrumento de trabalho valioso para os objetivos do instituto e promove uma interface qualificada com todos os setores de cinema no Brasil: mercado, regulação, fomento e formação. Os dados e evidências da pesquisa possibilitam a criação de ações estratégicas para a melhoria de políticas de diversidade e tomadas de decisão de investimento, por exemplo. Tem objetivo também de atualizar o retrato da diversidade brasileira no exterior para promover novas cooperações e o fortalecimento da produção da nossa comunidade em escala global”, conta Fernanda Lomba, diretora executiva do NICHO 54.
A publicação, que tem prefácio assinado pela Ministra da Cultura Margareth Menezes, é uma realização do NICHO 54 e tem patrocínios da Open Society Foundations e da Spcine, apoio do Instituto Galo da Manhã, além de apoio institucional do Ibirapitanga.
A publicação foi lançada durante o 3º Fórum Spcine no dia 28 de Junho de 2024. Confira abaixo o relatório de dados na íntegra e o link para a mesa de lançamento.
A partir do “Estudo sobre Infraestrutura e Capacidade para Produção de Conteúdo Audiovisual na Região Metropolitana de São Paulo” publicado em 2022, o Observatório identificou a necessidade de se aprofundar nos dados sobre a Infraestrutura de Estúdios e Equipamentos existente na cidade de São Paulo.
Desta forma, foi encomendado o “Mapeamento da Infraestrutura do Audiovisual na Cidade de São Paulo” para o Instituto das Indústrias Criativas, com o objetivo de obter dados quantitativos e qualitativos sobre esta área do setor audiovisual e uma análise sobre a relação da oferta e da demanda para identificar possíveis necessidades e entraves à expansão do setor na cidade.
O estudo foi lançado durante o 3º Fórum Spcine no dia 26 de Junho, confira abaixo o relatório na íntegra e o link para o lançamento.
Durante a realização do Fórum Spcine, são discutidos com o setor audiovisual os principais pontos de atenção para os anos seguintes, resultando em uma agenda de prioridades publicada anualmente pelo Observatório Spcine.
3º Fórum Spcine - Fomentando a Diversidade e a Excelência na Indústria Audiovisual Brasileira
2º Fórum Spcine - Desenvolvimento Econômico e Inovação (2023)
- Agenda de Prioridades 2023
- Mesas de Discussão 2º Fórum Spcine na Íntegra
- Painéis 2º Fórum Spcine em áudio
1º Fórum Spcine - Agenda de Retomada do Setor Audiovisual (2022)
O estudo coletou informações das entidades representativas do setor audiovisual (sindicatos, associações patronais, coletivos, entre outros – formalizados ou não) atuantes no Brasil, com o objetivo de realizar uma pesquisa para identificar os níveis de atuação das entidades em prol das políticas públicas do audiovisual, os impactos causados pela pandemia da Covid-19 no setor e suas perspectivas futuras.
O projeto foi realizado pelo instituto Iniciativa Cultural em parceria com a Rede Docente de Produção do FORCINE (Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual) e o Centro de Análise do Cinema e do Audiovisual (CENA/ UFSCar), com patrocínio da Spcine.
Acesse aqui o estudo na íntegra!
O projeto está sendo coordenado pelo instituto Iniciativa Cultural e desenvolvido por Ines Maciel junto ao Centro de Análise do Cinema e Audiovisual (CENA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que realizou um mapeamento de empresas e informações sobre o ecossistema de Realidade Mista e Realidade Estendida em atuação nos país e se encontra em fase de divulgação destes dados, compilados em uma plataforma interativa que será disponibilizada na página do Observatório Spcine.
Acesse aqui o estudo na íntegra!
A Spcine contratou a consultoria internacional para indústrias criativas, Olsberg•SPI, para realizar um estudo da infraestrutura e capacidade para produção de conteúdos audiovisuais na região metropolitana de São Paulo.
O objetivo do estudo é fornecer dados que irão auxiliar o governo e a indústria a desenvolver as melhores políticas e estratégias de apoio ao desenvolvimento contínuo da indústria, auxiliando, desse modo, a região a atender à crescente demanda pela produção de conteúdo audiovisual.
Relatório Completo - Português
Full Report - English
Apresentação do Estudo - Português
Slide Deck - English
Estudo setorial com objetivo de apresentar um panorama dos empregos na Economia Criativa no município de São Paulo, tanto dos estabelecimentos e empregos formais sob o olhar das Atividades Econômicas Criativas, como das formas de inserção e do perfil dos trabalhadores sob o olhar das Ocupação em Áreas Criativas.
Apresentação feita por Laís Bodanzky durante a Expocine 2019, em 03/10/2019, abordando o setor audiovisual na cidade de São Paulo e a atuação da Spcine.
Breve explicação sobre a ANCINE, segmentos impactados pela sua ação, Fundo Setorial do Audiovisual, Lei do Audiovisual, economia gerada pelo setor, principais mudanças promovidas nos últimos anos e próximos passos da agência.
Fonte: ANCINE | Elaboração: Spcine
A Spcine promoveu em 27/06/19 encontro entre autoridades do audiovisual e representantes de agregadoras e plataformas de vídeo sob demanda.
Atuação Spcine: Principais Informações Consolidadas
A Spcine promoveu em 02/08/19 encontro com o Conselho Consultivo para apresentar suas principais informações de atuação, impacto e próximos passos previstos pela nova gestão.
PUBLICAÇÕES RELEVANTES
Perspectivas do VoD no Brasil e no mundo (2018)
II Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais (2018)
O Impacto do Setor Audiovisual Brasileiro (2016)
Comércio Exterior de Serviços Audiovisuais (2016)
Valor Adicionado pelo Setor Audiovisual (2016)
TV Aberta – Informe Anual (2016)
Hábitos Culturais (2021)
Impactos da Covid-19 nos Setores Cultural e Criativo do Brasil (2020)
Hábitos Culturais (2020)
Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil (2019)
Mapa Tributário da Economia Criativa – Artes Visuais, Audiovisual, Editorial, Jogos Digitais e Música (2018)
Pesquisa Sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nos Equipamentos Culturais Brasileiros (2018)
Viver em SP – Hábitos Culturais (2018)
Viver em SP – Hábitos Culturais (2015)
Cadernos do FORCINE (2015)
Nos Batidores – Criatividade e Investimento para a América Latina e Caribe (2021)
The Impact of the Coronavirus Outbreak on the European Cinema Industry (2020)
Key Trends Yearbook – Television, Cinema, Video and On-Demand Audiovisual Services (2018/2019)
Mercado de TV Paga e Multiplataformas (2018)
Hollywood Diversity Report (2018)
Creative Economy Outlook (2018)
Key Trends Yearbook – Television, Cinema, Video and On-Demand Audiovisual Services (2017/2018)
Materiais Acadêmicos
Uma das missões do Observatório Spcine é colaborar e trazer luz à importância da Academia na construção de conhecimento teórico e prático. Aqui você encontra artigos, estudos, teses e demais trabalhos acadêmicos relacionados ao audiovisual e à economia criativa, que compartilhados pelos autores para divulgação no nosso site.
A construção imagética de um destino turístico pode ser influenciada pelo cinema, que possui a capacidade de criar motivações turísticas por meio da captação de imagens. Este estudo busca interpretar a produção do imaginário turístico de Salvador - BA por meio de análise de filmes do século XXI. A pesquisa, de caráter exploratório e descritivo, analisa cinco filmes (Cidade Baixa, Ó Paí, Ó, Trampolim do Forte, Guerra de Algodão e Carnaval) para observar a construção dessa imagem e imaginário da cidade.
Os resultados indicam que a construção do imaginário de Salvador trabalhou com estereótipos já conhecidos, como o Pelourinho, o carnaval e as baianas vendendo iguarias. Elementos secundários, como as praias e as edificações, também são abordados, mas em menor grau. Esses elementos contribuem para a expectativa turística dos espectadores e endossam o imaginário turístico da cidade.
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pautada por princípios como democracia, transparência, qualidade e compromisso social, reconhece a Educação Superior como um bem público e um direito de todas e todos. Nesse contexto, promove a melhoria das condições do trabalho docente, o uso de metodologias inovadoras e a articulação entre teoria e prática, visando à formação científica, humanística e artística dos estudantes. Por meio da Pró-Reitoria de Graduação e da Editora UFPE, a Série Livro-Texto contribui para a biblioteca básica da graduação e amplia a divulgação do conhecimento produzido na Universidade.
O edital nº 22/2022, que impulsiona a produção e publicação de livros digitais, organiza as submissões em janelas, fortalecendo o trabalho colaborativo de discentes, docentes, técnicos e da gestão universitária.
Palavras-chave: Aspectos sociais, Brasil, Cinema, Cultura, Cultura e turismo, Turismo, Turismo cinematográfico, Turismo cultural.
A cultura é um recurso estratégico para o desenvolvimento econômico, especialmente no turismo, onde atrativos artístico-culturais são vistos como investimentos. As produções audiovisuais desempenham um papel significativo nesse setor, e o avanço tecnológico tornou seu consumo mais acessível, influenciando hábitos da sociedade. Este estudo explora a relação entre cultura, turismo e audiovisual, analisando seu impacto econômico.
A pesquisa, de caráter exploratório e qualitativo, utiliza revisão bibliográfica e análise teórica. Constatou-se que as produções audiovisuais fortalecem a imagem de localidades, impulsionam a economia criativa e incentivam a criatividade. Para maximizar esses benefícios, gestores e empresários devem investir na criação e promoção de atrações culturais, explorando o potencial do audiovisual para fomentar o turismo. O estudo também destaca a importância de compreender os hábitos de consumo e seu vínculo com a tecnologia.
O turismo cinematográfico requer planejamento de longo prazo, envolvendo organizações de gestão de destino e film commissions, criadas para atrair e apoiar produções audiovisuais. Este estudo analisou as film commissions municipais brasileiras e sua relação com o turismo cinematográfico. Foram examinadas sua estrutura institucional, ações de fomento e sinergias com atores do turismo, em uma pesquisa exploratório-descritiva, com abordagem quantitativa e estatística descritiva.
O estudo abrangeu 16 film commissions ativas em 2022, das quais 10 responderam a uma survey. Os resultados indicam que essas organizações têm natureza pública, equipes reduzidas e baixos orçamentos, concentrando esforços no apoio a produções audiovisuais, com pouca atuação no turismo cinematográfico. Orçamentos limitados e equipes enxutas dificultam tanto sua missão principal quanto ações voltadas à promoção turística.
As produções audiovisuais promovem a imagem de destinos e atraem turistas, dando origem ao turismo cinematográfico. Esse tipo de turismo gera benefícios econômicos e amplia a oferta turística, incentivando organizações de gestão de destino (OGD) a investir nesse setor. Neste contexto, este estudo investiga como agentes públicos atuam no desenvolvimento de Cabaceiras, Paraíba, conhecida como “Roliúde Nordestina”. Utilizando abordagem qualitativa e descritiva, o estudo de caso (2019-2021) combinou pesquisa bibliográfica, documental, observação in locoe entrevistas com agentes para identificar as estratégias adotadas.
A análise categorial com o software ATLAS.ti, fundamentada em uma revisão teórica, revelou que Cabaceiras adota ações em quatro estratégias principais de turismo cinematográfico. Contudo, apesar do interesse dos agentes, a atuação carece de um planejamento integrado, resultando em uma abordagem fragmentada e esporádica, sem coordenação que una os setores turístico e audiovisual.
Diante da capacidade do audiovisual movimentar a economia, gerando empregos e renda, emerge a importância da criação das film commissions, organizações sem fins lucrativos criadas para atuar na atração e apoio logístico de produções. Desta forma, este artigo teve como objetivo analisar as estratégias de marketingutilizadas pelas film commissionsna promoção da jurisdição como destino de audiovisual e respectivas ferramentas promocionais utilizadas na atração de produções audiovisuais. Sendo assim, convencionou-se utilizar o estudo de caso das duas principais film commissionsbrasileiras, Rio Film Commissione São Paulo Film Commission.
Foram realizadas pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e entrevistas com gestores das entidades. Como categorias de análise foram adotadas as estratégias de marketingelencadas por Hudson eTung (2010) e, como método de análise, a análise de conteúdo do tipo categorial.Os resultados mostram que o marketingterritorial das FC se concentra na aplicação de ferramentas do marketing mixe que a principal abordagem adotada consiste na diferenciação de produto. Ambas FC buscam diferenciar suas localidades por meio de atributos naturais e culturais intrínsecos: SPFilm posiciona a cidade como um destino que pode ser “todas as cidades do mundo” e Rio Film Commissionse vende como cidade-síntese da cultura brasileira.
A entrada de setores produtivos, oriundos de países emergentes, nos fluxos internacionais de comércio deu-se de modo desigual nas últimas décadas. Se o aprofundamento da globalização, por um lado, implicou em mais oportunidades e ganhos para países desenvolvidos, por outro, países como o Brasil encontraram dificuldades em se adaptar às novas dinâmicas.
Os anos 2000 foram marcados por um forte crescimento na circulação de bens e serviços criativos nos fluxos de comércio e o Brasil buscava ter um papel relevante no cenário externo; onde a cultura e a criatividade eram dimensões importantes para a promoção da imagem do país. Nesse contexto, diversas instituições se engajaram ofertando ferramentas de apoio que beneficiaram as empresas do setor do audiovisual, tendo a sua presença externa ampliada ao longo da década.
A criação de acordos que estimulassem as coproduções com outros países, os instrumentos de fomento para projetos fílmicos, as ações de diplomacia cultural e a criação do programa Cinema do Brasil (CDB) fizeram parte de um conjunto de iniciativas desenvolvidas internamente para ampliar a presença da produção cinematográfica brasileira em diferentes territórios.
Essa pesquisa tem como objetivo principal analisar, sob a perspectiva das empresas beneficiadas e dos agentes envolvidos, a relevância e as contribuições do Cinema do Brasil para aumentar as coproduções, a circulação e a exibição externa de filmes; e para ampliar as oportunidades comerciais para as produtoras de cinema em diferentes mercados, no período de 2006 a 2019; quando houve grande visibilidade internacional para o cinema brasileiro.
Esta dissertação discute criticamente a inserção internacional do país no comércio de serviços criativos. A partir da experiência brasileira, aqui se analisa também a importância das coproduções internacionais para enfrentar os desafios trazidos pela globalização no setor de cinema e se discute, criticamente, a estrutura institucional do comércio exterior voltada a promover a inserção internacional do cinema produzido no país. Palavras-chave: Cinema do Brasil. ApexBrasil. Internacionalização.
A monografia se aprofunda no estudo da lei da cota de tela para exibição de filmes brasileiros desde a sua criação em 1932 até o início de 2019 e seus efeitos nos diferentes setores do mercado audiovisual brasileiro: produção, distribuição e exibição. Em especial, procura entender se a cota de tela é um mecanismo que atende às necessidades atuais do mercado audiovisual brasileiro.
A presente monografia tem como objetivo compreender o impacto econômico da Spcine (Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo) enquanto agente promotor de desenvolvimento no setor audiovisual. Para isso, a metodologia consistiu em analisar os dispêndios dos projetos de eventos e editais fomentados pela empresa por meio da análise de rubricas orçamentárias e relações de pagamentos. A atividade econômica mais utilizada, tanto em projetos de eventos quanto de editais, se direcionou a pagamentos para pessoas e serviços artístico-culturais (aproximadamente 58%) entre os anos 2016 a 2019.
Os principais setores impactados pelos projetos foram, respectivamente, os setores de: serviços (administrativos, financeiros, jurídicos), equipamentos, espaços, direitos autorais e mídias digitais. Vê-se neste estudo a importância de investimentos para o setor audiovisual e sua cadeia produtiva além do papel central da Spcine impulsionando o setor, estimulando o potencial econômico e criativo e gerindo a política pública do audiovisual na cidade de São Paulo.
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