Spcine Play inaugura estante dedicada a Joaquim Pedro de Andrade com 8 títulos fundamentais do Cinema Novo

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Streaming público da Prefeitura de São Paulo amplia catálogo com oito obras do cineasta e reforça posicionamento como streaming público cult

Ação contribui para memória do cinema brasileiro e fica disponível para todo o Brasil

São Paulo, outubro de 2026 一 A Prefeitura de São Paulo, por meio da Spcine, empresa pública de audiovisual vinculada à Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, anuncia a ampliação do catálogo da Spcine Play com estante dedicada ao emblemático Joaquim Pedro de Andrade. A partir de sexta-feira (9/10), será disponibilizada a seleção que reúne oito obras do diretor ー todas restauradas recentemente ー e marca um novo momento da plataforma, que passa a se posicionar cada vez mais como um streaming público cult, aproximando o público de grandes clássicos e de diferentes momentos da história do cinema nacional. 

Um dos principais nomes do cinema brasileiro, Joaquim Pedro de Andrade (1932–1988) construiu uma obra marcada pela liberdade formal e pela investigação crítica da identidade nacional. Integrante fundamental do Cinema Novo, o diretor realizou filmes que atravessam diferentes gêneros e linguagens, do documentário ao longa-metragem de ficção, sempre combinando rigor cinematográfico e olhar analítico sobre a sociedade brasileira. Sua filmografia permanece como referência para diferentes gerações de cineastas e espectadores.

Entre os títulos que passam a integrar a plataforma estão cinco longas-metragens: Garrincha, Alegria do Povo (1962), O Padre e a Moça (1966), Macunaíma (1969), Os Inconfidentes (1972) e Guerra Conjugal (1975); e três curtas-metragens: Couro de Gato (1962), Cinema Novo (1967) e A Linguagem da Persuasão (1970), oferecendo um panorama da diversidade da produção do cineasta em diferentes momentos de sua trajetória. A nova estante amplia o acesso à obra de Joaquim Pedro de Andrade e reforça uma das vocações da Spcine Play: disponibilizar gratuitamente ao público filmes fundamentais para compreender a formação e a diversidade do cinema brasileiro.

“A filmografia de Joaquim atravessa o modernismo e as contradições do país com uma liberdade formal muito particular. Reunir e contextualizar sua obra na plataforma permite amplificar o acesso e a compreensão da força e a atualidade de um pensamento cinematográfico profundamente brasileiro. Esta nova fase da plataforma parte de uma compreensão mais ampla do que deve ser uma política pública de difusão no ambiente digital. Não se trata apenas de disponibilizar filmes, mas de construir contexto, criar percursos curatoriais, valorizar a memória audiovisual e aproximar o público da diversidade do cinema brasileiro”, afirma Leandro Pardí, Superintendente de Inovação e Negócios Criativos da Spcine.

A chegada desses títulos à Spcine Play também contribui para a preservação e a difusão do patrimônio audiovisual brasileiro, ao disponibilizar ao público obras que passaram por processos de restauração e recuperação de imagem e som. A restauração cinematográfica é fundamental para garantir a permanência desses filmes e permitir que novas gerações tenham acesso às obras em condições adequadas de exibição, preservando não apenas os filmes, mas também parte importante da memória cultural do país.

“Preservar e restaurar essa obra é um compromisso contínuo para manter viva a identidade cultural do nosso país, a memória e a história do cinema nacional. A restauração dos filmes do Joaquim Pedro de Andrade ganha seu sentido pleno quando as obras reencontram o público. A chegada dessa mostra à plataforma da Spcine é uma oportunidade fundamental para dar  acesso a um catálogo crucial da nossa cinematografia, para que as novas gerações possam redescobrir a força, a ironia, a inquietação e a poesia que sempre marcaram o seu cinema.”, completa  

Curadoria diversa, pública e gratuita

A entrada da coleção acontece em um momento de renovação da plataforma. A Spcine Play já reúne em seu catálogo importantes clássicos e obras contemporâneas do cinema nacional, com clássicos como Pixote (1981) e Carandiru (2003), de Héctor Babenco; À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins; O Bandido da Luz Vermelha (1968) e Copacabana Mon Amour (1970), de Rogério Sganzerla; além de produções de Mazzaropi e dos Trapalhões, entre diversas outras obras contemporâneas como O Livro dos Prazeres (2022), de Marcela Lordy; Tia Virgínia (2023), de Fabio Meira; e Café com Canela (2017), de Ary Rosa e Glenda Nicácio.

Com a ampliação do catálogo, a plataforma passa a investir também em uma experiência de curadoria que facilite a descoberta de obras, diretores e movimentos cinematográficos. A proposta é transformar a Spcine Play em um espaço de referência para quem busca não apenas assistir a filmes, mas também conhecer e redescobrir a história do cinema brasileiro.

Nova identidade visual

A nova fase da Spcine Play também chega acompanhada de uma renovação da identidade visual da interface da plataforma. A atualização busca tornar a experiência de navegação mais contemporânea e conectada à diversidade de seu catálogo. A mudança reforça o novo posicionamento da Spcine Play, que combina o acesso público e gratuito ao audiovisual com uma curadoria voltada à cinefilia, reunindo clássicos, produções independentes, obras contemporâneas e títulos representativos da cultura cinematográfica brasileira.

A Spcine Play é a plataforma pública de streaming da cidade de São Paulo, criada pela Spcine para ampliar o acesso do público ao cinema brasileiro e às produções audiovisuais realizadas na cidade e no país. O catálogo reúne filmes de diferentes gêneros, épocas e territórios, com acesso gratuito. Acesse em spcineplay.com.br ou baixe o aplicativo.


Sobre a Spcine 

A Spcine é a empresa pública de cinema e audiovisual da Prefeitura de São Paulo, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. Atua como um escritório de desenvolvimento, financiamento e implementação de programas e políticas para os setores de cinema, TV, games e novas mídias. Seu objetivo é reconhecer e estimular o potencial econômico e criativo do audiovisual paulista e seu impacto em âmbito cultural e social, nas esferas nacional e internacional. 

Sobre a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa 

A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, além da Casa de Cultura Cidade Ademar, que será inaugurada em 2025, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo – composto de 13 unidades – e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora – Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.