Mostra “História Oral em Tela” exibe documentários do Museu da Cidade de São Paulo com depoimentos das Pastoras do Rosário, Abílio Ferreira e mais no Circuito Spcine

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Com entrada gratuita, a sessão do dia 30 de maio apresenta documentários exclusivos, produzidos pelo Museu, que resgatam memórias de resistência e identidade da capital paulista no Centro Cultural São Paulo

São Paulo, maio de 2026  – Fortalecendo o compromisso com o cinema nacional e a preservação da memória paulistana, o Museu da Cidade de São Paulo (MCSP) e a Spcine – vinculados à Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa da Prefeitura de São Paulo – anunciam a mostra História Oral em Tela. O evento, gratuito, acontece no dia 30 de maio (sábado), às 19h, na tradicional Sala Spcine – Paulo Emílio do Centro Cultural São Paulo (CCSP). Na ocasião, será lançado o filme “Estou aqui: vidas negras na cidade de São Paulo”, antecedido por “Perus ontem e hoje: a periferia é o centro” – obras documentais que cruzam o passado e o presente da metrópole por meio de relatos de seus moradores.

As duas produções audiovisuais foram realizadas pelo Museu da Cidade de São Paulo, e utilizam o acervo e a metodologia da História Oral para dar voz a movimentos de resistência, cultura e território da cidade. Será a primeira vez que os projetos serão exibidos na tela do cinema. 

Em “Perus ontem e hoje: a periferia é o centro”, a história começa com a voz de operários que, nos anos 1990, relembraram uma greve de cimento histórica que durou sete anos. Décadas mais tarde, o MCSP, Dayse Perelmutter e o Coletivo Noses retornam a Perus para colher novos relatos. Desse encontro entre passado e presente, mediado pela história oral, emerge uma reflexão profunda sobre modos de trabalho, resistência e o atual fortalecimento comunitário do bairro.

Já o documentário “Estou aqui: vidas negras na cidade de São Paulo“, a ponte entre o passado e o presente se materializa nas vivências de nomes como Pastoras do Rosário, Abílio Ferreira, Ermi Panzo, Mestre Caranguejo, Elaine Correia de Oliveira e Negotinho. A obra perpassa as diferentes questões que movimentam os corpos negros na cidade, em diálogo com entrevistas da histórica exposição “Trajetória do Negro no Espaço Paulistano”, gravadas nos anos 1980.

A programação é gratuita e a distribuição de ingressos se inicia uma hora antes da sessão, às 18h, na bilheteria do Centro Cultural São Paulo. A retirada de um ingresso garante o acesso aos dois documentários, que serão exibidos em sequência. 

Programação completa:

Perus ontem e hoje: a periferia é o centro

2023 | 20 min | Direção: Marcia Mansur e Marina Thomé

Produção Audiovisual: Estúdio CRUA

No início da década de 1990, os operários da Fábrica de Cimento Portland de Perus registraram suas memórias sobre a comunidade e a histórica greve que durou sete anos (1962–1969). Neste filme, o Museu da Cidade de São Paulo retorna ao bairro para dialogar com uma nova geração de trabalhadores, costurando lembranças sobre modos de trabalho, resistência e o fortalecimento comunitário atual.

Estou aqui: vidas negras na cidade de São Paulo

2025 | 30 min | Direção: Rodrigo Ricardo Portella

Produção Audiovisual: Terra Preta Produções

Quais questões permeiam e movimentam os corpos negros que transitam por São Paulo? Dividido em cinco eixos temáticos (Abre-alas, Alma, Corpo, Mente-Pensamento e Pés), o documentário traz vivências e saberes de nomes como Mestre Caranguejo, Elaine Correia de Oliveira, Abílio Ferreira, Negotinho, Ermi Panzo e as Pastoras do Rosário. Os depoimentos atuais dialogam diretamente com entrevistas gravadas nos anos 1980 para a histórica exposição “Trajetória do Negro no Espaço Paulistano.

[SERVIÇO]

Mostra “História Oral em Tela – Museu da Cidade de São Paulo”

30/5, sábado, às 19h

Gratuito – retirada de ingressos 1h antes da sessão, às 18h na bilheteria do CCSP

Sala Paulo Emílio – Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000)


Sobre a Spcine

A Spcine é a empresa pública de cinema e audiovisual da Prefeitura de São Paulo, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. Há mais de uma década atua como um escritório de desenvolvimento, financiamento e implementação de programas e políticas para os mercados de cinema, TV, games e novas mídias. Seu objetivo é reconhecer e estimular o potencial econômico e criativo do audiovisual paulista e seu impacto em âmbito cultural e social, nas esferas nacional e internacional.

Sobre o Museu da Cidade de São Paulo

O Museu da Cidade de São Paulo, vinculado ao Departamento dos Museus Municipais da Secretaria Municipal da Cultura e Economia Criativa, é composto por uma rede de treze edificações históricas., São atribuições próprias do Museu da Cidade de São Paulo promover a reflexão contínua das dinâmicas de construção da cidade física e simbólica, retratar sua diversidade cultural e registrar a memória de sua população. Nessa perspectiva, para além do seu acervo institucional (intramuros), a própria cidade deve ser tratada como acervo operacional (extramuros). Enquanto o primeiro faz referência à cidade, o segundo, mais rico e complexo, possibilita o entendimento da cidade a partir de suas mais diferentes formas. 

Sobre a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa

A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, além da Casa de Cultura Cidade Ademar, que será inaugurada em 2025, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo – composto de 13 unidades – e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora – Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.