Film Commission faz dois anos e confirma São Paulo como referência audiovisual

Guilherme MarianoDestaque, Notícias, SP Film Commission0 Comments

5,9 mil locações solicitadas, 1,8 mil obras audiovisuais atendidas, 5,2 mil diárias de gravações. Estas são algumas das estatísticas que a São Paulo Film Commission, departamento da Spcine que administra as filmagens em espaços públicos da cidade – como ruas, parques e equipamentos públicos -, comemora depois de dois anos de vida. O início das operações foi em 16 de maio de 2016. Confira abaixo o vídeo de celebração:

Ao longo do período, a Film Commission conseguiu provar numericamente que o mercado audiovisual traz impacto socioeconômico para a maior metrópole da América Latina. As filmagens que passaram pela área movimentaram cerca de R$ 778 milhões e geraram 40,2 mil postos de trabalho.

Entre os formatos, o campeão de solicitações é a publicidade, com 47,8% dos pedidos (896 em números absolutos). Na sequência vem os curtas-metragens, com 261 solicitações; e programas de TV, com 146. A lista continua com os documentários (109), obras seriadas (87), longas-metragens (69), webséries (69), telefilmes (5), animação e games (2) e formatos variados (168).

Os números, aliás, foram uma inovação na área. “Antes não havia essa logística, ou seja, não sabíamos quem, o que e onde filmava na cidade. Desde o surgimento da São Paulo Film Commission, conseguimos não só acompanhar as demandas estatisticamente, como também saber qual impacto da atividade no mercado de trabalho e quanto a atividade movimenta em recursos financeiros”, explica Daniel Celli, coordenador da área.

Os diferenciais não param por aí. A São Paulo Film Commission também criou um sistema de descontos de acordo com o formato da obra (curtas chegam a ter 95% de desconto; e publicidade, 5%), estabeleceu prazos de resposta às solicitações (publicidades, até três dias; e outros formatos, até oito) e desenvolveu um aplicativo com imagens e informações de 400 locações públicas (disponível para os sistemas Android e iOS). “Acabamos virando referência no Brasil, pois somos os únicos a fazer isso”, completa Celli.

Só pra ficar em alguns exemplos, passaram pelo departamento Sense8, Black Mirror, 3%, Marighella, Carcereiros, Nada a Perder, O Negócio, Psi e 13 Dias Longe do Sol.

O próximo objetivo é conquistar a aprovação do projeto de lei que regulamenta a área. Também está no plano estimular as filmagens internacionais em território paulistano, além de sedimentar as de outros estados e cidades do Brasil.

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